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sábado, 12 de março de 2011

Mais de 1800 mortos e desaparecidos em tragédia japonesa


TÓQUIO, 13 Mar 2011 (AFP) - O poderoso terremoto e o enorme tsunami que devastaram o nordeste do Japão na sexta-feira fizeram mais 1.800 mortos e desaparecidos, segundo um novo balanço provisório baseado em números da polícia e uma contagem da AFP.
A Polícia Nacional estimou neste sábado que sejam 685 mortos e 643 desaparecidos.
No entanto, essas cifras não incluem os 200 a 300 corpos encontrados na costa de Sendai (nordeste), que teriam sido levados pela onda de mais de dez metros de altura, nem os 300 a 400 cadáveres descobertos pelo exército no porto de Rikuzentakata (nordeste), que foi engolido pelo tsunami.
"Foi o terremoto mais forte desde a Era Meiji (1868 a 1912)", declarou à tarde o porta-voz do governo, Yukio Edano, acrescentando que esperava "mais mil vítimas".
O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, declarou neste sábado que o terremoto de magnitude 8,9 e o tsunami que varreu a costa do país constituíam "um desastre nacional sem precedentes".
Além disso, uma explosão ocorreu neste sábado na usina nuclear de Fukushima Nº1, situada na região atingida, derretendo parte do prédio que comporta o reator número 1. As autoridades ordenaram a evacuação dos habitantes a um raio de 20 km da central.  (G1 Notícias)







segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

35 pessoas morrem em ataque terrorista em Moscou, Rússia


A explosão no Aeroporto Internacional Domodedovo, em Moscou, matou ao menos 35 pessoas nesta segunda-feira e deixou outros 130 feridos, informou a porta-voz Yelena Galanova à rede NTV nesta segunda-feira.



De acordo com a CNN, todos os voos que aterrissariam nos terminais de Domodedovo até o fim do dia estão sendo direcionados para os outros dois aeroportos da capital russa, Vnukovo e Sheremetievo, que operam em alerta máximo de segurança.
REAÇÃO AMERICANA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou firmemente nesta segunda-feira o atentado.
O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que Obama foi informado do atentado pelo assessor para a luta contra o terrorismo do governo, John Brennan.
Gibbs destacou o compromisso do presidente americano em manter uma estreita colaboração entre os países na luta contra o terrorismo. O porta-voz, no entanto, não quis se pronunciar sobre a autoria do ataque.
EMBAIXADA BRASILEIRA
A Embaixada do Brasil em Moscou afirmou estar em contato com a polícia local mas que, até o momento, não há notícia de brasileiros entre as vítimas do atentado.
O diplomata Miguel de Pereira Franco afirmou à Folha por telefone que o aeroporto de Domodedovo tem muito tráfego, mas muitos voos atendem a região da Ásia Central. Por isso, a possibilidade de que houvesse brasileiros no local no momento do ataque é pequena.
Testemunhas relataram que o terminal se encheu de fumaça rapidamente, o que dificultou o trabalho das equipes de resgate.
Bombeiros e equipes de resgate já prestam os primeiros serviços e o governo ordenou que estações de metrô e prédios oficiais sejam vasculhados em busca de materiais explosivos.
Mark Green, que chegou à capital russa num voo da British Airways, disse à emissora britânica BBC que um grande estouro foi ouvido no aeroporto.
"Literalmente nos balançou. Quando colocávamos as malas no carro vários alarmes foram disparados e as pessoas começaram a sair do terminal, algumas cobertas de sangue", relatou.
REAÇÃO RUSSA
Em pronunciamento à nação, o presidente russo, Dmitri Medvedev, prometeu perseguir e punir os responsáveis pelo ataque. A segurança será reforçada em terminais de transporte de grande porte", afirmou o presidente também por meio do Twitter.
"Lamentamos as vítimas do ataque terrorista no aeroporto de Domodedovo. Os organizadores [do atentado] serão perseguidos e punidos", completou.
METRÔ
O maior ataque terrorista dos últimos anos na cidade ocorreu no dia 29 de março de 2010, quando duas mulheres suicidas da região do Daguestão detonaram explosivos em duas estações do metrô de Moscou, matando 40 pessoas.
O primeiro atentado aconteceu às 7h57 (0h57 no horário de Brasília) em um vagão parado na estação Lubianka. A Praça Lubianka abriga a sede do FSB, sucessor da KGB soviética, que neste edifício interrogava e eliminava os dissidentes durante as punições da então União Soviética.
O segundo atentado foi executado na estação Park Kultury, na mesma linha do metrô, às 8h40 (1h40 no horário de Brasília). A estação fica próxima ao Parque Gorky.
TERROR NA RÚSSIA
Analistas têm afirmado que rebeldes que travam uma insurgência islâmica no norte do Cáucaso --majoritariamente muçulmano-- estão planejando aumentar sua campanha violenta em 2011 enquanto o país se prepara para a eleição presidencial de 2012.
Moscou registrou nos últimos dez anos uma série de explosões reivindicadas por militantes da causa separatista da Tchetchênia, uma república do Cáucaso. Nos últimos anos, contudo, os atentados se tornaram menos frequentes.
Em agosto de 2009, Medvedev anunciou a ampliação da campanha contra o terrorismo no Cáucaso Norte, após um atentado suicida ter sido perpetrado contra um prédio da polícia na república da Inguchétia, no qual morreram 24 pessoas. (Folha.com)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sexto dia de buscas contabiliza mais de 640 mortes na região serrana do Rio


O número de mortos na Região Serrana do RJ já chega a 650, segundo os números oficiais das prefeituras das cidades devastadas pelas chuvas. Pelos últimos levantamentos dos municípios, são 301 mortos em Nova Friburgo, 271 em Teresópolis, 57 em Petrópolis, 19 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto.
Em Teresópolis, a prefeitura informou que o número na Central de Cadastro de Desaparecidos caiu para 36. Em Petrópolis, há 36 desaparecidos, segundo a prefeitura. Em Sumidouro, há outros cinco. Já em Nova Friburgo, a prefeitura informou que não há levantamento sobre desaparecidos.
Já a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil informou que o número de mortos no estado é 665, sendo 312 em Nova Friburgo, 276 em Teresópolis, 58 em Petrópolis (número inclui as duas mortes de moradores de São José do Vale do Rio Preto) e 19 em Sumidouro. O número de desabrigados e desalojados chega a 13.830, segundo o governo do estado.
Segundo a Polícia Civil, 658 corpos já foram identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 275 em Teresópolis, 306 em Nova Friburgo, 56 em Petrópolis, 19 em Sumidouro, 4 em São José do Vale do Rio Preto e 1 em Bom Jardim.
As buscas por outras vítimas que ainda estejam soterradas e o trabalho de resgate da população que ainda se encontra em áreas isoladas na Região Serrana do Rio entra em seu 6º dia, principalmente nos municípios de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.
Não há registro de chuva nas três cidades nesta manhã, mas a previsão do tempo ao longo do dia é de pancadas de chuva e trovoadas, em toda a Região Serrana. As chuvas de domingo (16) voltaram a provocar queda de barreiras e dificultaram o trabalho de resgate e de limpeza das ruas.
Tendas como as usadas após tsunami abrigarão vítimas das chuvas. Elas serão doadas por uma ONG, que trabalha em parceria com o Rotary Internacional. Cada barraca tem capacidade para dez pessoas e possui equipamentos de sobrevivência, cozinha separada, fogareiro, panelas, talheres, pratos, cobertor, purificador e armazenador de água.
Reforço de 700 militares
A Região Serrana recebeu o reforço de 700 militares de SP, MG e RS. De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), são militares especializados na construção de pontes móveis.
Nesta segunda-feira, soldados do Batalhão Escola de Engenharia, de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, instalarão uma ponte em Teresópolis. Além de Teresópolis, partes dos municípios de Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto também estão isoladas depois que diversas pontes foram destruídas pelo temporal.
Diversas rodovias que cortam a Região Serrana ainda estão interditadas. Já a prestação de serviços básicos, como o fornecimento de luz e água, continua sendo gradativamente restabelecida nas cidades atingidas.
Ajuda para desabrigados
O MEC anunciou bolsa de R$ 350 para estudantes da Região Serrana. Segundo o ministério, para receber a bolsa o estudante precisa ter sido selecionado para cursos universitários do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), ou para obtenção de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni).
O governador Sérgio Cabral disse nesta segunda-feira que sugeriu ao governo federal que100% das moradias do programa "Minha Casa, Minha Vida", na Região Serrana , sejam destinadas às famílias que moram em áreas de risco.
Maior tragédia da história
Esta já é a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram. (G1 Notícias)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Mortes chegam a 558 no Rio de Janeiro

Subiu para 558 o número de vítimas na Região Serrana do Rio, segundo as prefeituras e o Corpo de Bombeiros de Itaipava. Um corpo foi encontrado na madrugada deste sábado (15) em Nova Friburgo, onde as buscas continuam sem interrupção.

Segundo o último levantamento, são 252 mortos em Nova Friburgo, 240 em Teresópolis, 18 em Sumidouro, 46 em Petrópolis e 2 em São José do Vale do Rio Preto. Outros dois municípios também tiveram áreas devastadas: Bom Jardim e Areal. A Defesa Civil não descarta a possibilidade de haver vítimas fatais nessas cidades.

Em Teresópolis, o tempo amanheceu bastante encoberto neste sábado (15). Os trabalhos de busca a vítimas, que tinham sido interrompidos durante a madrugada, foram retomados por volta das 7h. Segundo a Defesa Civil, as primeiras equipes seguiram para as localidades de Santa Rita e Santana.


á em Petrópolis, onde o trabalho também recomeçou nesta manhã, a prioridade ainda é a região do Vale do Cuiabá, onde ainda há áreas isoladas. O Exército disponibilizou três caminhões e 105 homens para ajudar nas buscas no distrito de Itaipava.
Cabral decreta luto no RJ
O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial no estado do Rio de Janeiro por sete dias, pelas vítimas das chuvas na Região Serrana do Estado. O decreto, assinado na sexta-feira (14), entra em vigor na próxima segunda (17), quando será publicado no diário oficial.
Estradas e energia
Estradas voltaram a ser interditadas na Região Serrana
. Uma queda de barreira interditou na sexta-feira a estrada que liga Itaipava à Teresópolis. Motoristas que seguem para Teresópolis estão sendo orientados pela Polícia Militar a retornar para a estrada Rio-Magé.
Mais de 40 mil pessoas seguem sem energia elétrica na Região Serrana. Problema maior é em Nova Friburgo, onde 25 mil pessoas estão sem luz. Na cidade também falta água em 50% das casas.
Maior tragédia da história
Esta já é considerada a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.
No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio de Janeiro teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano, 166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril.

Em SP, durante o primeiro trimestre de 2010, quando a chuva destruiu São Luiz do Paraitinga e prejudicou outras 107 cidades, houve 78 mortes. Os números da Região Serrana do RJ superam ainda os de 2008 em Santa Catarina, com 135 mortes.

Rio sofre a maior tragédia climática do país


13/01/2011 21h22 - Atualizado em 13/01/2011 23h37

A chuva na Região Serrana do RJ, que provocou 506 mortes, já é considerada a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.


Segundo os últimos levantamentos das prefeituras de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e Sumidouro, e da Polícia Civil, o total de mortos na Região Serrana chega a pelo menos 506.
Às 22h10, a prefeitura de Teresópolis, informou que o número de mortos na cidade subiu para 223. Em Nova Friburgo, o número subiu para 225, segundo o coordenador da Defesa Civil do município, coronel Roberto Robadey. Em Sumidouro, a prefeitura confirmou um total de 19 mortos. Já em Petrópolis, a prefeitura divulgou que o total de mortos chega a 39 mortos. A Polícia Civil informou que 470 corpos já foram identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal).
De acordo com especialistas, a explicação para a repetição de tragédias no RJ é a falta de controle e planejamento no crescimento das cidades. O relevo das cidades serranas funciona como uma barreira que impede a passagem das nuvens. Concentradas, elas provocam muita chuva numa única área. A parte alta das montanhas é um terreno muito inclinado e a vegetação cresce sobre uma camada fina de terra. A água da chuva vai penetrando no solo, que fica encharcado e se descola da pedra. O volume de terra desce como uma grande avalanche, devastando o que encontra pela frente.

No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio de Janeiro teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano, 166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril. Em SP, durante o primeiro trimestte de 2010, quando a chuva destruiu São Luiz do Paraitinga e prejudicou outras 107 cidades, houve 78 mortes. Os números da Região Serrana do RJ superam ainda os de 2008 em Santa Catarina, com 135 mortes. Relembre outras tragédias.
Dilma sobrevoa Região Serrana

Após sobrevoar a Região Serrana do Rio nesta quinta-feira (13), a presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral falaram sobre os trabalhos de resgate e reconstrução nas áreas atingidas pela chuva.
“É de fato um momento muito dramático. As cenas são muito fortes. É visível o sofrimento das pessoas. O risco é muito grande”, disse Dilma.
Sobre a prevenção de deslizamentos, Dilma disse que a questão é de ocupação adequada do solo.
Nova Friburgo
Dois corpos foram achados nos escombros da Rua Luís Spinelli, no Centro de Nova Friburgo, após a retomada das buscas no fim da tarde desta quinta-feira (13), com a trégua da chuva. Um deles é o do sargento do 6º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM), Marcos Antônio Werly da Conceição, o último dos três bombeiros que foram soterrados na quarta (12), durante as buscas por vítimas das chuvas.
Mais cedo, outro corpo já havia sido resgatado do mesmo local, e a Defesa Civil de Nova Friburgo chegou a suspender as buscas no local, após o reinício da chuva, por medida de segurança, mas o resgate foi retomado.
O ex-prefeito de Nova Friburgo, Paulo Azevedo, e o filho Mateus estão entre os desaparecidos depois da chuva. Desde a manhã dezenas de pessoas formam uma fila em frente ao ginásio Celso Peçanha da escola estadual de Nova Friburgo, em busca de informações de amigos e parentes desaparecidos no temporal.
Um comboio da Marinha segue para montar o hospital de campanha que atenderá a vítimas das chuvas na cidade. Desde quarta-feira (12) um grupo avançado já estava na cidade para avaliar o melhor local para instalar o serviço.
O acesso à Região Serrana ainda é complicado nesta quinta-feira.
Teresópolis
Familiares das vítimas da chuva que atingiu Teresópolis reuniram-se na tarde desta quinta-feira para os enterros dos corpos. O Cemitério municipal Carlinda Berlim ficou lotado e, segundo os responsáveis pelo local, a expectativa era de que 145 pessoas fossem enterradas lá. Novas covas individuais precisaram ser abertas para receber os mortos.
A prefeitura designou dois abrigos para receber desabrigados: o Ginásio Pedrão, no Centro de Teresópolis, com capacidade para 800 pessoas, e um galpão no Bairro Meudon, onde podem ser alojadas 400 pessoas. O prefeito decretou luto oficial na cidade.
Começou a funcionar, na manhã desta quinta, o Hospital de Campanha do Corpo de Bombeiros, que foi montado na cidade. Ele fica próximo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e da prefeitura local, e vai ajudar no atendimento às vítimas das chuvas na região.
O secretário de Defesa Civil de Teresópolis, Flávio Luiz Castro, afirmou na tarde desta quinta que as regiões mais atingidas por desabamentos e deslizamentos não eram “áreas prioritárias de risco”. De acordo com o secretário, a prefeitura tem um plano que analisa regiões de risco, e afirmou que os bairros afetados não estavam nessa lista.
Petrópolis
As equipes que trabalham no resgate às vítimas das chuvas no Vale do Cuiabá, em Itaipava, distrito de Petrópolis, encontraram, nesta quinta, 26 pessoas que estavam isoladas e incomunicáveis.
De acordo com a prefeitura de Petrópolis, elas foram localizadas pouco antes das 14h nas regiões conhecidas como Alto Cavalo e Santa Rita, locais com o maior grau de dificuldade de acesso. Segundo a Defesa Civil, nenhum óbito foi registrado no local.
Segundo a Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac), já foram encaminhados alimentos, água, material higiênico, entre outros para o auxílio das vítimas.
O tenente-coronel Geraldino, do Corpo de Bombeiros de Itaipava, informou que as buscas são prejudicadas nos locais mais acidentados e sem iluminação, mas o comando da unidade informou que o resgate não se encerrará totalmente no começo da noite, já que ainda há informações de pessoas vivas que estão em áreas isoladas.
A Prefeitura de Petrópolis já recolheu 15 toneladas de alimentos não perecíveis para ajudar as vítimas da chuva da cidade. Foram recolhidos ainda cerca de mil colchonetes, 5 mil litros de água, 10 toneladas de roupa, além de 3 mil rodos e 3 mil vassouras.

Governo do Rio de Janeiro já sabia dos riscos da região afetada pelas chuvas

Um estudo encomendado pelo próprio Estado do Rio de Janeiro já alertava, desde novembro de 2008, sobre o risco de uma tragédia na região serrana fluminense --como a que ocorreu na última segunda-feira e que já deixou ao menos 547 mortos--, informa a reportagem de Evandro Spinelli publicada na edição deste sábado da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL)

A situação mais grave, segundo o relatório, era exatamente em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, os municípios mais devastados pelas chuvas e que registram o maior número de mortes. Essas cidades tiveram, historicamente, o maior número de deslizamentos de terra.

O estudo apontou a necessidade do mapeamento de áreas de risco e sugeriu medidas como a recuperação da vegetação, principalmente em Nova Friburgo, que tem maior extensão de florestas.
Quanto a Petrópolis e Teresópolis, o estudo informou que as cidades convivem com vários fatores de risco diferentes --boa parte da área urbana em montanhas e planícies fluviais-- e podem ser atingidas por desastres "capazes de gerar efeitos de grande magnitude".
Sobre Nova Friburgo, o documento relata que boa parte de sua população vive em áreas de risco. A cidade registra um dos maiores volumes de chuva do Estado do Rio.
OUTRO LADO
O secretário do Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que o mapeamento de áreas de risco foi feito, faltando "apenas" a retirada dos moradores, e que os parques florestais da região também foram ampliados.
Observatório: O Governo sabia dos riscos desde 2008, mas não tomou todas as providências para tentar evitar ou amenizar os possíveis acontecimentos. O resultado disso podemos contemplar nos atuais noticiários. Semelhantemente, o Deus do Céu tem há muito avisado aos moradores deste mundo que Seu Filho Jesus Cristo virá e, para tanto nos convida a mudar de rumo, em nossa vida pecaminosa, e seguir pelo caminho da retidão enquanto há oportunidade; pois Cristo virá na hora em que não esperamos (Lucas 12: 40). Cuidemos para que não negligenciemos o aviso de Sua Palavra; caso contrário, será tarde de mais!

Chuvas no Rio já vitimaram 547 pessoas


Balanço parcial divulgado pelo governo estadual na noite desta sexta-feira aponta 547 mortes em cinco cidades da região serrana do Rio devido à chuva desta semana. Há desaparecidos. Nesta sexta, voltou a chover forte em Petrópolis, dificultando a busca por vítimas. A chuva também não deu trégua em Nova Friburgo.



De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, 247 pessoas morreram em Nova Friburgo, 237 em Teresópolis, 43 em Petrópolis e 16 em Sumidouro. Também há registro de quatro mortes em São José do Vale do Rio Preto.
Ainda conforme o balanço, Petrópolis tem 3.600 pessoas desalojadas --temporariamente na casa de amigos ou parentes-- e 2.000 desabrigados --perderam as casas e dependem de abrigos públicos.
Em Teresópolis, são 960 desalojados e 1.280 desabrigados. Nova Friburgo tem 3.220 desalojados e 1.970 desabrigados.
A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira o envio de R$ 100 milhões para ajudar as cidades serranas do Rio, informou o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. O dinheiro faz parte de um total de R$ 780 milhões liberados por Dilma, por meio de medida provisória editada na quarta-feira (12), para as cidades e Estados prejudicados pelas chuvas.
O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), afirmou hoje que haverá o momento de se fazer "autocrítica" e "avaliação" sobre a tragédia na região serrana. Mas, para ele, este não é o momento.
"A hora é de arregaçar as mangas e ajudar a essas famílias. É máquina, bombeiros trabalhando. Sempre tem a hora de fazer avaliação. Tem que se fazer uma autocrítica, por que se permitiu fazer tudo isso. Mas agora é resgatar corpos e ajudar famílias desabrigadas. Não vamos perder tempo nesse momento", disse o governador, em visita ao bairro Caleme, em Teresópolis, um dos mais atingidos por deslizamentos e cheias de rios.
NOVA FRIBURGO
Em nova Friburgo, a Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) da cidade do Rio começou a ajudar a prefeitura na limpeza das ruas da cidade, mas ainda é possível ver muita lama e lixo em vários pontos.
A maioria das lojas continua fechada. Nos poucos supermercados abertos, havia fila para comprar alimentos. O trânsito pela cidade é caótico, devido às interdições de vias para limpeza e resgate de vítimas, mas também por conta de quedas de barreiras, pedras e árvores nas rodovias que saem da cidade.
Os trabalhos de resgate do Corpo de Bombeiros continuam por toda a cidade. Nesta sexta, as equipes de resgate e salvamento conseguiram chegar à localidade de Campo do Coelho, na Rodovia Teresópolis-Friburgo, onde há muita destruição e mortos por deslizamentos de terra.
Segundo a prefeitura, há uma preocupação de resgatar os corpos, mas a prioridade é salvar pessoas com vida que estejam em pontos isolados do município. Nesta sexta, pessoas tiveram que ser resgatadas de um sítio em Córrego Dantas, com a ajuda de um helicóptero e uma corda.
Como o único hospital público da cidade não está conseguindo atender os feridos, o Corpo de Fuzileiros Navais e o Corpo de Bombeiros montaram hospitais de campanha na cidade.
O medo também está presente no cotidiano dos moradores de Nova Friburgo. Como a cidade fica num vale, onde há muitas encostas e rios, a população está encarando o município como uma grande área de risco.
Na manhã de hoje, um boato de que uma barragem havia se rompido levou pânico às ruas do centro da cidade. Milhares de pessoas correram pelas ruas, muitas chorando e em busca de um lugar mais alto para se abrigar, temendo a suposta enxurrada.
Em cada abrigo ou local destruído pela chuva, há uma história de drama familiar. Nem o coordenador da Defesa Civil municipal, coronel Roberto Robadey, escapou. Segundo ele, quatro primos seus estão desaparecidos.
PETRÓPOLIS
Em Petrópolis, as famílias que perderam suas casas com a chuva foram levadas para abrigos improvisados em uma escola e três igrejas, onde recebem comida, água, roupas e material de higiene, doados por voluntários, instituições, empresários e pelo governo do Estado.
Os corpos das vítimas da enchente estão sendo levados para o IML (Instituto Médico Legal) do município e, depois de identificados, são enterrados no cemitério local. "O governo lamenta profundamente as mortes provocadas pelo temporal. O rastro de destruição deixado pela chuva é impressionante. Mas estamos desde as primeiras horas da quarta-feira mobilizados para prestar toda a assistência necessária às vítimas, para que elas possam voltar à normalidade o quanto antes", disse o prefeito de Petrópolis, Paulo Mustrangi.
Além de bombeiros, há homens da Força Nacional de Segurança Pública, do Batalhão Florestal da Polícia Militar e da Defesa Civil, com máquinas e equipamentos, trabalhando nas localidades mais afetadas pelas chuvas. À noite, devido à falta de iluminação, as buscas são suspensas e retomadas no início da manhã do dia seguinte.
O centro histórico de Petrópolis e a famosa Rua Teresa, onde está instalado o maior pólo têxtil comercial do país, não foram danificados pelas chuvas e estão abertos normalmente para turistas e compradores. (Folha.com)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mortes por chuva no Rio já chegam a 221


A Defesa Civil de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, informou no início da noite desta quarta-feira que o total de mortes no muncípio em decorrência das chuvas subiu para 81. EmTeresópolis, o número de mortes também subiu e soma 122. Com isso, são 221 mortos na região serrana - 18 em Petrópolis.



Até a tarde de hoje, apenas sete mortes haviam sido confirmadas em Nova Friburgo. No início da noite, foram encontrados mais 59 corpos no distrito de Conselheiro Paulino.
Segundo Roberto Robadey, comandante da Defesa Civil da cidade, o número de vítimas deve aumentar ainda mais, pois os agentes não conseguiram chegar em muitas localidades afetadas pela chuva por conta das barreiras que caíram na cidade.
Um colégio da cidade precisou ser usado como necrotério. Os corpos das vítimas estão sendo levados provisoriamente para o Instituto de Educação de Nova Friburgo, que fica no centro, antes de serem transferidos para o IML (Instituto Médico Legal).
O cenário em Nova Friburgo é de caos. A cidade está coberta de lama e muitas pessoas estão desabrigadas. As ruas estão repletadas de pessoas que perlambulam à procura de um abrigo.
DESLIZAMENTO
Até o fim da tarde, ao menos 15 homens do Corpo de Bombeiros trabalhavam no resgate de quatro pessoas que estão sob os escombros de imóveis que desabaram no centro da cidade na madrugada.
Duas das vítimas são bombeiros que foram atingidos por um segundo desabamento no mesmo local no fim da manhã.
Quatro bombeiros já haviam sido resgatados e encaminhados para atendimento médico. Três deles foram liberados. Apenas Ronald Lopes, 29, permanece internado no hospital Raul Sertan.
O deslizamento de terra na rua Augusto Spinelli atingiu quatro casas, um prédio de quatro andares, uma loja e um lava-jato. Na localidade, foi registrado o maior número de vítimas das chuvas na cidade. Entre os mortos, dois eram crianças --uma de três e outra de seis anos.
Segundo relatos de moradores, ainda há mais de dez desaparecidos no local.
FAMILIARES
Parentes das vítimas se aglomeravam no local em busca de informações - escassas por conta da queda das redes de telefonia celular na cidade. Entres os familiares, estavam mulheres e filhos dos bombeiros.
Casada com sargento Marcos Antonio Herly da Conceição, 42, Isolina Freiman, 47, estava muito emocionada e surpresa com o soterramento do marido. "Nunca imaginei que isso pudesse acontecer agora. Ele ia se aposentar em 2016. Estou com muito medo, mas, se Deus quiser, vai dar tudo certo."
Também estão sob os escombros os soldado Victor Lembo, 29, e outro soldado identificado apenas como Flávio.
CHUVA
As chuvas que atingiram a região entre a noite de ontem e a manhã desta quarta-feira se aproximaram do esperado para todo o mês de janeiro inteiro, segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Em 12 dias, já choveu em Nova Friburgo 84% a mais do que o volume esperado para todo o mês. Das 9 h de ontem às 9 h desta quarta-feira, foi registrado um índice pluviométrico de 182,8 mm --o índice esperado para janeiro inteiro era 199 mm. Desde o começo do ano, as chuvas acumuladas na cidade são de 366,8 mm. Cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado.
Já em Teresópolis, o volume de chuva registrado nas mesmas 24 horas chegou a 124,6 mm. Com isso, as chuvas acumuladas no mês chegaram a 219 mm. O esperado para o período era de algo entre 140 e 200 mm.
Em Petrópolis, a região do Vale do Cuiabá foi a mais atingida na cidade, com a água subindo mais de cinco metros de altura. Muitas casas foram destruídas pela força das águas do rio Santo Antônio. O Inmet não tem números sobre a chuva na cidade. A previsão do instituto é que as chuvas fortes continuem nos próximos dias, na região serrana e em outras áreas do Estado do Rio.
AJUDA
O governador Sérgio Cabral conversou no começo da tarde de hoje com a presidente Dilma Rousseff para tratar das medidas emergenciais em relação à tragédia causada pela chuva. Cabral está em férias com a família, fora do país, e só chegará ao Rio amanhã.
O governo editará medida provisória liberando R$ 700 milhões para ajudar os Estados atingidos pelas fortes chuvas dos últimos dias. O Ministério do Planejamento confirmou ter recebido do Ministério da Integração Nacional pedido de crédito extraordinário no Orçamento deste ano.
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, prometeu visitar na tarde desta quarta-feira as áreas afetadas. A visita é uma das medidas do governo federal acertadas ontem pelo ministro Antonio Palocci (Casa Civil) para ajudar o Estado. Ele se reuniu em Brasília com o senador eleito Lindberg Farias (PT-RJ). A conversa foi acompanhada via conferência telefônica pelo governador Cabral.
O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), coordena em campo as operações dos bombeiros e Defesa Civil. Segundo ele, a situação é muito grave, e em alguns lugares o acesso só é possível por helicóptero. (Folha.com)
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